os relacionamentos, cornos e a idade

Era uma mesa com quatro mulheres. Tres na faixa dos 34 e uma que devia ter uns 20. Os assuntos variavam de celulite a origem dos nomes, assuntos bem amenos como era uma conversa entre mulheres que trabalham em uma mesma instituição. Aquela hora era a da pós reunião, e pré festinha que tava começando a rolar.
Cada vez que a menina de uns 20 tomava a palavra, eu tinha que fazer um esforço para mostrar atenção as bostas que ela falava. Ela quebrava o fluxo da conversa da mesa, quando ela intervia com as opiniões bobinhas dela.
Quando o assunto era nomes e como as pessoas eram chamadas, ela começou a falar como o namorado dela a chamava. Que sempre falava o nome dela diminutivo, e quando estava bravo com ela dizia nome inteiro. Eu respirando, e achando um tédio essa mina, quando ela decide , sem querer, fazer a conversa melhorar: “ Porque sabe, meu namorado é um homem, ele tem 29 anos…”. Quando ela acabou de dizer, eu soltei uma gargalhada, que foi sufocada pelos olhares inibidores das colegas de 30 e de indignação da piveta. E ela pra rebater aquela risada louca, fora de hora e sarcástica, começou a descrever o “ homem “ dela de 29 anos, que ele era mesmo um “homem ” porque usava terno e gravata!!!
Eu pensei em dizer que ia considerar ele um homem mesmo, se ele mantiver a pica dura e pendurar a gravata na cabeça do pau.
Após um tempo daquela conversa sem propósito, decidí cagar. Comi pra caramba, descontroladamente, fruto da minha ansiedade atual, e fui para o meu quarto.
A menina de 20 anos dividia o banheiro comigo, eram quartos germinados. Entrei no banheiro, e enquanto defecava, ouvia a puta briga da piveta com o seu amor “homem”.
Ela só falava, e ele só ouvia, ou ignorava, porque se eu namorasse uma louca dessa faria isso. E sabem o que ? Eu fazia isso, quando eu tinha a idade dela, era uma songa dessas, de pegar o telefone e esculachar, querer trabalhar a relação. No caso que eu pesquei, ele ficou puto pq ela ia pra festinha.
Desço para a festa, e vejo a piveta , toda se arreganhando para o menino mais bombadinho e comível do ambiente. E o “ amor homem” pôde sentir, nesse momento, as guampas cornificadas abrindo espaço na sua cabeça de homem….

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