Bastard drugs


A primeira parte

Uma amiga da faculdade que eu não via faziam mais de 10 anos me avisa que está na cidade da Rainha de Copas. Legal! – pensei eu, sempre saudosa das amigas da época de faculdade e nossas desventuras.

Encontrei com ela e o marido na praia e converso com eles animadamente e proponho um churrasco a noite em casa. Ela continua a mesma, com uma expressão mais alegre.me contou que fez cirugia de estômago, emagreceu muitos quilos e depois de um tempo tudo voltou. Um pequeno parenteses meu: essa cirurgia de estomago é a pior roubada , todos que já fizeram ou se transformaram numa poço de pelancas ou engordaram tudo de novo como minha amiga.

O marido que eu não conhecia, tem os olhos tremendamente azuis e o biotipo interiorano do homem barrigudo e acabadinho e que aparenta muito mais idade que os homens caiçaras na maioria das vezes.

A conversa gira em torno de muitos assuntos até que permanece em entorpecentes. Na época da faculdade essa minha amiga fumava muita maconha. Eu sempre fui uma maconheira bem safada, nunca comprei, nunca tive fissura em ir em algum lugar para fumar, e muitas vezes era puro embalo, até que um dia parei de vez. Ela fumava antes da aula de Anatomia patológica, nunca entendí isso… Não era barato, era tortura! Aguentar um velhinho sentado falando sem parar nomes de tumores e omas e omas lombrada!!!! Era uma experiência horrorosa.

Nesse dia, busquei -os no hotel a noite para me seguirem em casa. Montamos o churrasco e avisei a minha amiga que uma amiga nossa tambem viria.
Lembra da Ví?
– Não…
– Não? Como não? Bem, tenho certeza que quando vc a encontrar vai lembrar.

Época de faculdade é assim. Tantas e tantas pessoas passam pela gente que algumas se perdem mesmo. Mas essas duas não… Lembro delas juntas!!! Da Larissa perguntar da Ví:
– E aí? Tua amiga tem fumo? Ou, por exemplo – Larissa, vamos passar p pegar a Ví que ela vai na festa com a gente.

Então que cena mais maluca quando chega a Ví em casa e elas se olham e nenhum, mas nenhuma ponta de ” lembro de vc” ou qq coisa parecida apareceu. Nada, nada mesmo, elas se deletaram mutuamente. Se beijaram e prazer – prazer como se fosse a primeira vez que elas se vissem.
Eu não sabia se ria porque elas estavam tão seguras que eu poderia ser tachada de louca mesmo ou se pegava o telefone e ligava pra Mel pra contar essa parada.

Pois bem, essa foi a primeira parte da noite…

A segunda e derradeira parte da noite

Minha mãe e minha irmã levantam para ir embora. Fiz questão de convidá-las para o ambiente ficar o mais familiar possível e inibir psicagens fora de hora na minha casa.
De nada adiantou… A cerveja começa a acabar e desesperadamente o marido da minha amiga começa a agitar uma ida para mais cerveja. O churrasco estava muito animado e todos concordaram que cabia mais cerveja na festa. A movimentação para buscar que foi estranha… o meu namorado não quis ir e foram o namorado da Ví e o marido da Larissa.

Demoram horas para chegar com 10 long necks e os dois com uma cara estranha. A Ví fica ainda mais um pouquinho e vai embora. Quando ela saí, o marido interiorano comoeça a brincar que tomou uma pancada e fazia um movimento esquisitíssimo com a caebça, acompanhado das risadas da mulher. Eu que sou mega avoada, como algumas pessoas dizem as vezes entro no meu mundo paralelo, não tinha me ligado no movimento.

A pancada que ele tomou, foi ter dado 50 reais na mão de um doido pra comprar poeira e esse cara nunca mais voltou. Ele então, diz que o namorado da Ví, que conhecia o tal malandro foi cúmplice do sumiço dos 50 reais. E tiram uma ondinha do ocorrido com uma pitada de maledicência – ela me diz- olha, vc tem que ver muito bem quem vc traz pra sua casa – insinuando que o namorado da Ví fosse um marginal.

O que sempre me surpreendeu em galera psica é achar que o comportamento e as atitudes malucas tem que ser aceitos em qq lugar. Poxa, eles saíram pra comprar cerveja e cocaína e iam consumir aonde? Quem foi desrespeitoso aí? quem eu convidei pra entrar na minha casa e ia trazer poeira?

A versão da Ví:

Os caras foram realmente comprar cocaina e o Lu, namorado dela foi de guia para apresentar um traficante.
O caipira psico parou o carro subindo na calçada, com aquela calça justa típica dos meninos do interior que divide o saco escrotal e pressiona o pinto e botinas, o que caracterizou para o meliante que nunca mais voltou com os 50 reais dele, que muito provavelmente aquele cara era policia. Por favor, nao me perguntem o porquê da roupa do cara e o jeito que ele aperta o proprio saco suspeitar que ele seria um homem da lei.

Taí, olha que parada ironica: as amigas que eram amigas e se deletaram pela ausência de neurônios pós faculdade, agora que viraram amigas de novo já não são mais amigas.

Pode ser que elas ainda se tornem amigas no futuro se daqui a 10 anos nos encontrarmos de novo e elas esquecerem que se conheceram naquele churrasco na minha casa …

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2 comentários em “Bastard drugs

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