O final de semana

Este final de semana foi muito gostoso. Comecei fazendo minha nova atividade adorada que é Yoga (outro dia escreverei um post sobre essa prática desafiante e maravilhosa para a alma), depois sessão de filmes europeus e a noite sanduíche gordo com familiares agradabilíssimos.
No domingo, festa surpresa para a minha cunhadinha, churrasco, cerveja e a noite:  a óbvia intoxicação.

Fico com vergonha de falar que eu como carne vermelha. Carne de bicho, sangue, carne vermelha. Isso não tem nada a ver comigo e com a minha ideologia de vida e a posição que os animais tem no meu coração e na minha vida. Mas no domingo,  eu comí.

Chegando em casa , depois do centésimo gol do Rogério Ceni, tomei um banchá autentico japones, que ganhei da doce japonesa que tem um restaurante embaixo da casa onde  minha irma morava  em Kitakyushu. O alivio foi imediato, e achei que estava salva. Ledo engano – foi deitar na cama,  cochilar, e depois de algumas horas acordar para dormir um sono agitado e entrecortado.
Meu cachorro enorme decidiu dormir nos meus pés, dificultando ainda mais a minha acomodação  e prejudicando o sono que não vinha…

Vira para um lado, para outro, e nada… Quando fui espiar o relógio do telefone, faltava meia hora para acordar – esse é um dos  momentos mais irritantes que existem.

O castigo de comer a carne de bichinhos veio a galope, mostrando que o organismo realmente está rejeitando essa energia. Quem falar que foi a cerveja dou um soco!

De volta

Fiquei muito tempo sem escrever. Aparentemente, porque não tinha nada a dizer, e muita coisa a dizer ao mesmo tempo.
Nesse tempo, viajei pra outros continentes, me admirei e me surpreendi na minha própria ignorância.
Aprendí, amei , desamei, amei mais ainda; pessoas queridas mudaram pra longe deixando um vazio irrecuperável. Pessoas queridas morreram sem dizer adeus… Muita reflexão sobre a vida e meus valores e cada vez mais analizando o modo que vivo.
Tenho 36 anos, não tenho filhos, não tenho casa própria, não tenho uma casa na Europa e nem em Camburí. Estou acima do peso, não sou uma artista de cinema famosa que ganha bilhões, nem uma modelo ubber catso.
Mas eu sei amar, tenho um coração grande e consigo perdoar.