O término

Estou eu de novo, em uma situação odiosa, penosa, desgastante: o término de um relacionamento.

Me apaixonei, lutei, acreditei, me desiludí.  Voltei a acreditar, lutei, persistí  e nunca deixei de amar.

Porém tive que me render a máxima que é: as pessoas não mudam. Eu mesma não acredito nisso, porque ao longo da minha vida eu mudei tanto!

Tive persistência e não posso vestir  a carapuça de uma pessoa que desiste fácil, eu tentei. Ahhhh como eu tentei. O meu desafio agora, é tentar terminar sem mágoas. Sem ter mais um ex que não olha na minha cara.

Me sinto ao mesmo tempo me soltando de uma camisa de força, e caindo em um vazio.

O Pastel

Após um mês sem escrever, estou de volta. Estou no Brasil, mais exatamente na terra da Rainha de Copas, como expectadora e participante de fatos e momentos bizarros. Ontem aconteceu um desses momentos.
Estava voltando de uma sessão se cinema no meio da tarde com a minha mãe. Nós duas, enlevadas conversando sobre o filme lindo que tínhamos acabado de assistir, graças ao festival Varilux de cinema frances. Paramos para atravessar a rua em uma das avenidas principais da cidade, quando percebemos um tipo magrelo, vestido com o uniforme basico dos moradores da cidade: bermuda e camiseta. Ele não aparentava ser um  mendigo, mas estava pedindo algo para as pessoas a nossa volta que esperavam o sinal fechar.
Uma mulher se esquiva dele e ele se vira para nós…
– Boa noite. Olha , eu tenho aqui um pastel. – E mostra um pacotinho pardo com uma manchinha de óleo típica embalagem de pastel.Vendo eu e minha mão com a maior cara de interrogação ele continua:
– A mulher alí me comprou um pastel. Vc pode me comprar um caldo de cana para acompanhar?
Minha mãe, ainda responde educadamente que não tem dinheiro. Eu, depois de 1 minuto falei – Como é que é??
– Olha, eu não quero seu dinheiro, vc pode ir até lá comprar. Logo alí olha, é pra acompanhar o pastel.
Queria me transformar em um cara aquela hora , pra dizer o que ele merecia ouvir. A primeira seria:

1- Meu, sai andando antes que eu te de um murro nessa tua cara e pise na merda desse teu pastel.
A segunda:
2. Eu te ouví bem? Vai pra puta que te pariu! ( seguida de uma bica na bunda dele e o pastel vora pela avenida)

Deus me fez mulher por algum motivo que foge a minha compreensão.
Chegando em casa, ao invés de comentar o filme magnifico, começamos a contar do doido do pastel. Meu pai diz que é a nova onda. Pedinte agora pede refrigerante e outros supérfluos.

Whatta fuck