Caixas de bosta

Morávamos em uma casa na rua Padre Chico em São Paulo, perto do Clube Palmeiras. 
A casa era uma mansão com salão de festa, idícula, varios quartos; Eu tinha uma pastora alemã chamada Grace. Eu tinha 9 anos de idade. 
Minha mãe que trabalhava que nem uma doida e ainda tinha 3 filhas pequenas ( 9, 4 e 3 anos) não ficava vigiando a empregada. 
Sendo que, um belo dia, enquanto eu procurava as minhas cabeças de fofolete que a minha cachorra tinha levado sentimos um cheiro de merda muito forte.
Um dos quartos da idicula que não usavamos estava com a porta fechada e tudo indicava que o cheiro de merda vinha dali. 
Minha mãe tenta abrir e a porta não abre. Dois trancos mais fortes ela se abre e vislumbramos uma cena dantesca: caixas e caixas de papelão vazando merda, vermes e um cheiro repugnante. Dois meses de merda acumulados em caixas de papelão pela empregada maluca. Algumas caixas se romperam com o baque da porta e pudemos ver aquele caos sem fim e merda de cachorro. 
Porque? Porque? – perguntava minha mãe no dia seguinte para a funcionária – ela nunca respondeu.
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