Picaretas e sem carater

Vcs vão falar, porra mano essa mina ta totalmente negativa. Não, não é isso. É um aviso: estamos cercados de pilantras. Na minha família conto uns 5 comprovados e os 3tem mais de 80, e são bostas desalmadas que se acham mega caridosos. Um recado para a dupla do canal 5: seicho noi ê enfia o dedo no cú e cheira, ouviu No nóia?

Ainda na roda dos pilantras homens abusivos e usurpadores, conhecí tres confirmados. Mentirosos compulsivos, sem ética e sem caráter, vcs merecem queimar no fogo do inferno. Assediando moralmente mulheres fazendo- as se sentirem feias, ameaçando-as fisica e moralmente.Lesando, roubando dinheiro e a paz. O que eles tem em comum? Os tres são feios de dar dó. Um parece o Smeagol, o outro o Chuck careca e peludo, e o outro tem boca de chupa ovo, gordo flácido e tem um chulé deseperador.

Desabafo de quem passou mais um dia vivendo uma vida que não era a minha, porém com uma realidade que foi muito parecida com a minha um dia.

Bonzinhos, corram, vão para a primeira faculdade de Direito e concluam-na. Vcs verão o quanto, mas o quanto são trouxas.

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Um dia fora da minha vida (Parte III)

O segundo atendimento é em um prédio em frente a praia que eu nunca tinha prestado atenção, mas amei o visual dele , quase original, com jardins internos, muito interessante.
Abre a porta do apartamento uma moça de cabelos loiros curtos, um belo apartamento, sem sofisticação, mas demonstrando um esforço enorme dos moradores em se mostrarem sofisticados.
Entrando no quarto que parece ser o dela, na parede um diploma de advogada e pasmem temos a mesma idade. Um chapeuzinho de advogado ou formando na parede pendurado. Ele senta na cadeira e começa a trabalhar, e eu em pé, só me resta investigar a vida das pessoas que moram lá. No diploma alem do mesmo ano de nascimento, mostra que ela é do Paraná, e o sotaque caipira dela não nega que ela não é de Santos.
Eu na maior nóia do mundo, a filhinha de 4 anos da advogada vem brincar comigo. Aos poucos ela traz todas as Barbies e me dá uma desculpa para sentar no chão. Brincamos bastante, eu e aquela menininha doce e franzina, carente de uma amiguinha. Acaba o trabalho depois de uma hora e dou abraço e um beijo forte nela.
Vamos embora, a mulher siliconadésima pergunta quanto foi, e ele diz que nada…Ela solta um ainda bem ( aliviadérrima) e nos fecha a porta ainda antes e acendermos a luz do corredor.
Mais uma vez, sem cadeira e sem água.
As vezes é bom estarmos na pele e na rotina dos outros para sermos mais gente.

Um dia fora da minha vida (Parte II)

Cheguei em casa com um mal humor crescendo, crescendo e que foi talvez, consequência de sentir que não havia feito nada o dia inteiro. Isso foi somado ao saber do cancelamento do meu convênio de saúde e toda a burocracia maluca que isso ia render.
Meu namorado passa cantarolando e eu vou me enervando. O telefone totalmente descarregado me impedia de falar com as pessoas de merda que deveriam resolver meu problema. Eu tentando me explicar sem perder a calma e o telefone apitando sem bateria. O meu ódio voltou contra a pessoa que ficou em casa o dia inteiro ( trabalhando), mas deixou a merda do telefone fora do carregador. Ele me convida para acompanhá-lo na rua, na conclusão do trabalho dele, e eu, estourada e descompensada falei que ia ficar tinha que trabalhar e bla bla bla.
A velhinha de 90 anos que tem poderes mágicos me liga, e tira toda aquela irritação e amargura com a mão, só de falar com ela meu coração se enterneceu de novo e a bitch foi embora.
Ligo para ele e inicio o telefonema com a palavra: “ desculpe”. Peço para ir junto- gostaria muito de te fazer compania.
Começa minha aventura, estar na pele e na profissão de outra pessoa, acompanhando como a namorada, sendo uma pessoa totalmente anônima.
Começa em um prédio simples perto do canal 4. Como muitos prédios de 3 andares em Santos, foram descaracterizados. Entrando no prédio, pela garagem que nesse prédinhos é conjunto com a entrada, o chão é todo de pastilhas coloridas, material que é uma fortuna hoje e o chão repleto….Na entrada para os apartamentos a descaracterização do mal gosto, o revestimento original substituido por um azulejo imitando tijolinhos marrons horríveis. Mas, entrando no hall que leva a escadaria , linda surpresa ao ver aquelas escadas típicas da década de 60 que eu amo mas não sei o nome desse tipo de revestimento ( fico devendo aqui) .
Bom, batemos na porta do apartamento onde abre a porta uma senhora com cara de poucos amigos e nos manda entrar no quarto, onde ele ia instalar o computador que ele estava entregando consertado. Enquanto ele instala, eu não tinha mais o que fazer, a não ser observar o ambiente. O apartamento inteiro parecia improvisado, cheio de coisas entulhadas, pequeno espaço e um cachorro desesperado latindo. Não agüentando o desespero canino, digo para a mulher que ele não precisa estar preso por causa da gente e ela o solta. Puta arrependimento porque o cachorro tadinho é um tremendo descompensado, trepando na perna do meu namorado, estuprando-a desesperadamente. Pobre Alberto, naquele apartamento pequeno e caótico, deve sair para passear raramente e virou um freako total. Saímos do apartamento, sem ninguém ter oferecido um copo de água ou uma cadeirinha para sentar enquanto ele finalizava o trabalho. Apenas um pau duro de cachorro na perna, essa foi a única gentileza.

Um dia fora da minha vida (Parte I)

Hoje o dia se esvaiu das minhas mãos, os acontecimentos fizeram a minha rotina de trabalhar não rolar e minha ansiedade ter que ser sufocada. Criança e velha insana, criança brigando com velha insana, meu lap aberto e quando a concentração para trabalhar começava a surgir, alguém me chamava ou pedia alguma coisa, ou queria jogar conversa fora. Até que eu me entreguei e resolvi passar o tempo, ou seja, cair na real que lá eu não ia conseguir fazer porra nenhuma. Nisso, minha irmã liga se sentindo mal, pedindo ajuda e meu emocional fica abalado também, não dá mais pra fazer nada que exija raciocínio.
Coloquei uma musica zen – Buddha bar que eu adoro e comecei a tingir a cabecinha com alzeimer de chocolate da Garnnier, bem cheiroso e com cuidado – adoro trabalhinhos manuais assim. Eu seria boa cabeleireira, boa artista plástica, aliás eu seria boa em muita coisa, fora qualquer profissão que exigisse cálculos e talvez esforços físicos repetidos como corredor de maratona.
Fiquei viajando que aquela sala era meu cabeleireiro e que as salas do salão eram individuais, com musica ambiente e bem cool, e lembrei dos salões de beleza aqui da cidade. Do mais chique que eu costumava cortar o cabelo, sempre me incomodou o barulho de feira de cabeleireiros e madames falando, e aquela sala imensa chapada de gente. Daí imaginei meu salão como seria… Um atendimento praticamente solitário, uma experiência calmante introspectiva com aquela musiquinha delicia tocando, sem barulhos de carros e risadas gordas desafinadas. Luzes indiretas, cores calmantes e um cheirinho de incenso sofisticado suave.
Acabando meu serviço, sequei o cabelinho de chocolate e ganhei 20 reais, que aceitei sem pestanejar, afinal meu salão tem muita personalidade e requinte… Whatta…